Publicado por: edisonlsm | 23/11/2011

Eurotrip 2011 – Suíça (Interior)

Praça Charles Chaplin – Vevey, Suíça

Neste dia acordamos cedo (e bota cedo nisso, 7h já estávamos saindo de Zurique!!) e fomos conhecer um pouco do interior deste belo país que é a Suíça.

Fábrica da Nestlé

A primeira parada foi em Vevey, cidade minúscula a beira do lago. Foi lá que surgiu, em 1866, a Nestlé e onde se localiza a fábrica. Infelizmente, não tem como visitar a fábrica por dentro, mas há uma loja com capuccino de graça e chocolate barato (único lugar da Suíça onde achei Kit-Kat a 1 Franco).

Vevey foi a cidade escolhida por um dos meus maiores ídolos no mundo do cinema, Charles Chaplin. Foi lá que ele morou no fim de sua vida. E há uma bela estátua à beira do lago em sua homenagem.

JaunPass

Saímos de Vevey e fomos em direção aos alpes suíços. Passamos por JaunPass, um ponto onde a estrada fica a 1100m de altura. Mal sabia eu que aquilo não seria nada perto do que veria de tarde.

(Acho que aqui cabe uma explicação. Na Suíça, quando uma estrada corta a montanha, o trecho mais sinuoso/mais alto é chamado de pass. Geralmente nesses trechos a estrada é estreita e no inverno por causa do grande acúmulo de neve esta estrada é fechada por questões de segurança)

Chegamos em Interlaken logo depois. Daqui saem trens para diversas estações de Esqui, inclusive para Jungfraujoch, que infelizmente ainda não tive a chance de visitar. É uma cidade pequena, turística e com cara de Suíça, com essas construções típicas, rios e montanhas ao fundo. Vale a visita. Saímos de Interlaken por uma estrada que vai beirando o lago por vários quilômetros e passando por vários vilarejos e pequenas cidades.

          Rua principal | Rio que corta a cidade | Estação de trem – Interlaken

          Estrada beira-lago próxima a Interlaken

Logo após o lago, a estrada começa a subir os alpes, rumo ao lugar mais bonito e mais aterrorizante que já fui, a região de Gletsch, que tem GrimselPass e FurkaPass.

GrimselPass é um pouco mais baixo, fica a apenas 2165 metros acima do nível do mar. E um pouco antes (acho que a uns 1900m de altura) há uma usina hidrelétrica (!!) e um lago gigantesco.

          Subida rumo a Grimsel, 1ª barragem e lago da 1ª barragem

          2ª barragem e descida rumo a Gletsch!

Logo que se chega a altitude máxima, a estrada começa a descer para ir até a vila de Gletsch, que fica a ‘apenas’ 1700 metros de altura. A estrada é incrivelmente sinuosa e estreita e até caminhões bi-trem passam por ali (!!).

Depois de Gletsch, a estrada sobe novamente para ir para FurkaPass, que fica a 2431 metros acima do nível do mar. Uma pena que estava chovendo e o céu estava encoberto, o que prejudicou um pouco a vista.

Nesta foto da Wikipédia dá pra se ter uma noção da região. Esta foto foi tirada logo depois de GrimselPass, aquele prédio embaixo a direita é a vila de Gletsch e lá na frente fica FurkaPass.

          Estrada contornando o morro, Furkapass e descida de Furka

A estrada dá medo (principalmente quanto está chovendo), porque não há guard-rail ou qualquer proteção nas laterais e geralmente ela fica na beira de um precipício de uma altura absurda. Mas vale a pena pela vista, principalmente se tiver sol e tempo aberto.

A estrada de FurkaPass nos leva até a simpática cidade de Andermatt, que fica exatamente em cima do túnel de São Gottardo. É mais uma cidade pequena, simpática, localizada no pé de um morro e cortada por um rio, como quase todas as outras cidades suíças.

          Estrada de Furka, fim dos alpes e Andermatt!

Já era quase noite quando chegamos de volta a Zurique. Pelos meus cálculos, essa volta pela Suíça deu mais ou menos 500km. Recomendo!

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Responses

  1. Oi, amigo!
    Seu post fez viver novamente meu lado viajante. Que coisa especial é conhecer lugares novos, expandir os horizontes, desvendar ambientes desse imenso mundo que também são um pouco nossos, né? Espero que a cada lugar desses você possa ter tirado fragmentos e que os traga consigo sempre, pois aí está a maravilha de se viajar: viajar para dentro de nós, conforme os quilômetros seguem.
    Ainda irei a Vevey e abraçarei Charles e quero também ficar perto desse rio de Andermett, que pela foto já me conquistou.
    Bonito compartilhamento!
    Beijo


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